Natação Treinamento



natação treinamento

COORDENADOR: Luiz Fernando Martins Kruel

PROFESSORES MINISTRANTES:
Anelise Bueno
Ana Paula Viola
Ananda Cardoso

PROFESSORES AUXILIARES:
Fernanda Melati
Marcus Peikriszwili Tartaruga
Rodrigo Sartori
Janaína Fontes


Local: Centro Natatório da Esef/Ufrgs
Telefone: (51) 33165824

Introdução

NATAÇÃO TREINAMENTO

O primeiro objetivo dos educadores e treinadores em educação física é construir programas de treinamento e condicionamento mais eficientes, individualizados, para seus alunos e atletas.

Um programa de condiconamento eficiente depende:

- conhecimento dos processos fisiológicos

- capacidade de aplicar aquele conhecimento

As maneiras de se condicionar o corpo para o desempenho máximo depende de entre outros de dois princípios básicos de treinamento:

- especificidade

- sobrecarga

ESPECIFICIDADE

O treinamento verdadeiramente específico envolve todos os processos metabólicos que fornecem energia durante a competição.

Cada um destes deve ser isolado e enfatizado, na prática, de maneira que resultem em seu melhoramento máximo.

Assim, quando falamos de treino específico, devemos considerar mais que a simples natação no ritmo de competição. O conceito de treinamento específico deve ser ampliado para incluir quaisquer ritmos e exercícios que possam ser usados para isolar e treinar as várias funções metabólicas que armazenam e liberam energia e que contribuem para o êxito do nadador em determinada distância.

Atingimos melhor certas adaptações musculares quando nadamos as repetições em velocidades superiores as usadas nas provas de competição, e alcançamos melhor outras adaptações musculares e circulatórias quando nadados repetições em velocidades inferiores as usadas nas provas de competição.

SOBRECARGA

O treinamento é mais eficiente quando ele faz demandas verdadeiramente desafiadoras aos vários processos metabólicos restauradores de energia.

PROGRESSÃO

Quando se sobrecarrega processos metabólicos específicos por vários dias, há uma sensação de esforço reduzido. Ela indica que ocorreram certas adaptações fisiológicas que aumentaram a capacidade de repor energia e eliminar resíduos, e também que o treinamento já não está mais na zona de sobrecarga. Se o treinamento prosseguir na mesma intensidade, ele apenas manterá o atual estado de condicionamento, sem melhorá-lo. Para que haja melhora, é preciso aumentar o treinamento até que os processos metabólicos apropriados sejam novamente sobrecarregados.

O número de possíveis planos de progressão é limitado apenas pela criatividade dos treinadores e nadadores.

TREINAMENTO INTERVALADO

Neste século houve uma grande investida contra os recordes. Uma tendência a quebra de recordes é comum em competições esportivas.

Um dos muitos fatores que indubitavelmente tem contribuído para este fenômeno é a melhoria das técnicas e dos métodos de treinamento. O refinamento de um destes métodos, o treino intervalado, provavelmente tem produzido mais vitórias atléticas do que qualquer outro sistema de condicionamento.

Treino intervalado, como diz o nome, é uma série de períodos de repetidos de exercícios alternados com períodos de descanso. Exercícios leves ou moderados, usualmente ocupam este período de descanso.

TERMOS DO TREINAMENTO INTERVALADO

DISTÂNCIA DA REPETIÇÃO: (D) -

INTERVALO DE TRABALHO: (I) - O período de repouso é usualmente expresso em relação ao intervalo de trabalho, ambos formam uma proporção trabalho-repouso e podem ser expressos como segue: 1:1/2, 1:1; 1:2; 1:3....

REPETIÇÕES: (R) - o número de períodos de trabalho dentro de uma série.

TEMPO DE PERCURSO (T): - ritmo com o qual o trabalho é executado.

AÇÃO DURANTE O INTERVADO (A) - O intervalo de repouso pode consistir em: (1) repouso absoluto; (2) atividade leve ou (3) exercício moderado

SÉRIES -

REPETIÇÃO PERÍODO DE TRABALHO TEMPO DE RECUP.

DIST. TREIN. TEMPO DE TREIN.

SÉRIE 1 SEIS VEZES 200 m 33 seg 1:39

6 X 200 - 0:33 (1:39)

FCMAX = 220 - IDADE

FCMAX NATAÇÃO = 220 - IDADE - 13

% TRABALHO AERÓBICO = 70 A 90 % (DIRETO)

KARVONNEN - FCT = (FCMAX - FCR) x % + FCR

KURT WILKE : FCT = 4/5 (FCMAX - FCR) + FCR

SENSAÇÃO SUBJETIVA DE BORG

% DO MELHOR TEMPO

PLANEJAMENTO DO TREINAMENTO

NO TREINAMENTO CIENTÍFICO NÃO HÁ LUGAR PARA IMPROVISAÇÃO

1. FATORES DE TREINAMENTO

1.1. Muscular

1.2. Fisiológicos

1.3. Psicológico

1.4. Social

1.5. Político

2. PARA ALCANÇAS ESTES FATORES

1º Princípio - trabalho individual (cada atleta um caso)

2º Princípio - trabalho de equipe

3º Princípio - organização do trabalho

4º Princípio - modificação no regime de trabalho

5º Princípio - variedade nos meios de trabalho

6º Princípio - controle do trabalho: - revisão

- fiscalização

- observação

- condução

3. PLANEJAMENTO DA CONDIÇÃO FÍSICA

3.1. PESQUISA

3.2. PROGRAMAÇÃO

3.3. EXECUÇÃO

3.4. AVALIAÇÃO

3.1. PESQUISA

3.1.1. GERAL

3.1.1.1. locais de treinamento

3.1.1.2. material

3.1.1.3. alimentação

3.1.1.4. locais de concentração

3.1.1.5. sociograma (equipe)

3.1.1.6. calendário

3.1.1.7. tempo para treinamento

3.1.1.8. condições físicas dos atletas

3.1.1.9. vida do atleta (histórico)

3.1.1.10. relacionamento (família/coletas/dirigentes)

3.1.1.11. interesse, grau de aspiração

3.1.1.12. altitude

3.1.1.13. temperatura

3.1.1.14. umidade relativa

3.1.1.15. locais de competição

3.1.2. EXAMES

3.1.2.1. biométrico (cineantropométrico)

3.1.2.2. dentário

3.1.2.3. cardiológico

3.1.2.4. radiológico

3.1.2.5. clínico

3.1.2.6. laboratorial (sangue, urina, fezes)

3.1.3. TESTES

3.1.3.1. força

3.1.3.2. potência

3.1.3.3. velocidade (reação, deslocamento)

3.1.3.4. flexibilidade

3.1.3.5. resistência muscular localizada

3.1.3.6. coordenação 3.1.3.7. resistência geral

3.2. PROGRAMAÇÃO

PRAZO: Curto

Médio

Longo

DIFERENCIAR: Iniciantes

Em evolução

Experientes

CICLOS DE TREINAMENTO: Macro

Meso

Micro

EQUIPE: - professores mais de 20 atletas

- técnicos comporta mais professores e técnicos

- médicos

- nutricionista

- psicologo etc...

3.3. EXECUÇÃO

Executar o planejamento.

3.5. AVALIAÇÃO

A avaliação deve estar presente em todo o período de treinamento, para concluir se:

- houve progresso durante a etapa de condicionamento. Verifica-se através de testes aplicados e os resultados das competições;

- houve progresso, estacionamento ou regressão das condições físicas;

- em caso de estacionamento ou regressão da condição física, avaliar qual o fator ou fatores que estão atuando negativamente;

- prevenir para não haver perigo de estafa;

- fase de testes, pra comparação com os iniciais.

Síndorome do 'Overtraining"

Além do talento individual, faz parte das prerrogativas para a obtenção do sucesso no esporte o treinamento físico planejado. Atletas, tanto profissionais quanto amadores, dedicam horas de sua preparação aos exercícios físicos e sentem que, com o aprimoramento da forma física, tendem a adquirir um melhor desempenho na sua modalidade esportiva. Contudo, esta relação não é diretamente proporcional, ou seja, muitos atletas que exageram na preparação física, começam a verificar uma redução no seu desempenho atlético.

Este fato concreto, mensurável, é apenas um dos sinais que compõem a síndrome do overtraining.

Algumas causas de fadiga crônica em atletas:

Comuns:

Doenças virais - infecções do trato respiratório superior, mononulceose infecciosa

Depleção das reservas de ferro;

Ingesta inadequada de proteínas

Período de sono insuficiente

Menos comuns:

Desidratação

Asma induzida pelo exercício

Deficiências de magnésio, zinco ou vitamina B12

Síndrome de fadiga pós-viral

Doenças alérgicas

Anemina

Estresse psicológico; ansiedade, depressão

Medicações: beta-bloqueadores, ansioliticos, anti-histaminicos

Raras:

Tumores malignos

Problemas cardíacos

Endocardites bacterianas

Diabetes

Hipotireoidismo

Insuficiência renal

Desordens neuromusculares

Infecções

Hepatites A, B e C

Aids

Malária

Desordens alimentares

Apresentações clínics do overtraining

Sinais e sintomas Redução do desempenho

Incapacidade par atingir metas de desempenho previamente estabelecidas

Prolongamento do período de recuperação

Redução de tolerância da carga de trabalho

Redução da força muscular

Decréscimo da capacidade máxima de trabalho

Perda de coordenação

Redução da eficiência/amplitude dos movimentos

Ressurgimento de erros já corrigidos

Redução na capacidade de diferenciação e correção de falhas técnicas

Alterações na pressão sanguinea

Alterações na FC de repouso, exercício e recuperação

Aumento do VO2 e cargas submáxioas de trabalho Elevação da taxa metabólica basal

Lesões musculares

Retardo da menarca

Amenorréia

Emagrecimento

Mal-estar generalizado

Fadiga crônica

Insônia

Sede

Perda de apetite

Dores de cabeça Náuseas

Cansaço muscular

Depressão

Ansiedade

Apatia geral

Redução da auto-estima/ sensação de inferioridade

Dificuldade de concentração no trabalho e no treinamento

Medo de competir

Aumento na suscetibilidade e na severidade de resfriados, altergia, etc...

Reativação de infecções herpéticas

Alterações mensuráveis por exames complementares

Padrão da onta T anormal no eletrocardiograma

Desvio da curva de lactato para o eixo x

Elevação da proteína C-reativa

Variações significativas na relação entre linfócito CD4-Cd8

Decréscimo na contagem total de linfócitos

Aumento na contagem sanguine de eosinófilos

Redução na atividade funcional dos neutrófilos Baixa concentração de glicogênio musuclar

Decréscimo dos níveis de hemoglobina

Decréscimo do conteúdo mineral corporal

Elevação dos níveis de cortisol Redução da testosterona livre

Aumento na produção de ácido úrico.

4. FATORES BÁSICOS NA FORMAÇÃO DE UM ATLETA

4.1. FORMAÇÃO TÉCNICA PRIMÁRIA

a) domínio elementar do corpo b) dominío do corpo e do elemento na realização da técnica

c) domínio do meio

4.2. APERFEIÇOAMENTO DA TÉCNICA

a) estudo e avaliação das possibilidades do atleta

b) técnica da especialidade c) aperfeiçoamento da técnica superior e de competição

4.3. DESENVOLVIMENTO DA POTÊNCIA ORGÂNICA

A) condição funcional (fisiológica)

B) desenvolvimento da resist. Aeróbica e anaeróbica

4.4. DESENVOLVIMENTO DA POTÊNCIA MUSCULAR

a) básica geral

b) espefícica (da prova)

4.5. TREINAMENTO COMPLEMENTAR

a) dieta b) normas de vida

c) descanso

d) psicológico

4.6. CONTROLE DO TRABALHO

a) carnê de treinamento b) registro diário

c) controle e análise permanente

d) mudança de orientação quando conveniente

DIVISÃO DO PERÍODO DE TREINAMENTO

Um programa de treinamento pode ser dividido em quatro ou cinco períodos fundamentais:

1) PERÍODO: pré-temporada (1 mês)

2) PERÍODO: inciação ao treinamento e correção do estilo (1-4 meses)

3) PERÍODO: determinação da melhor condição específica do desportista (trabalho básico) (1-4 meses)

4) PERÍODO: polimento (2 semanas a 2 meses)

5) PERÍIDO: manutenção (conservação da forma) 1-5 dias em épocas de competição.

PROGRAMA

1) PRÉ-TEMPORADA

- trabalho fora d'água - flexibilidade

- testes

- trabalhos com peso

- water-polo

- nadando solto

- filmes, leituras

- técnicas

2) INICIO DE TEMPORADA (2 MESES)

- 90 minutos diários

- distância sem registro de tempo

- técnica (correção)

- força

- intervalos pequenos

- não é trabalho de qualidade e de quantidade

- introsamento do grupo é importante

- mais enfase aos nadados

- pouco trabalho de perna muito de braço

3) MEIO DE TEMPORADA (2 meses)

- só competição entre dois times - trabalho social

- maior técnica maior distância no seu estilo (30%) - treinamento especifico (sprinters, medley, distância, técnica do estilo)

- palmar - trab. de braço - trab. de perna

- médias e longas distâncias

- exaustão (stress) - 100 % esforço

4) FINAL DE TEMPORADA - 3 semanas antes

- 10 sec. Sprints

- saidas

- diminui o trabalho

- broken - variado sem nunca dar tempo exato

- meia distância ou distância ou distância

- 2 semanas antes 1 turno só

- treinamento de passagem

- chave do polimento não é o que se faz na última hora


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TIPOS DE REPETIÇÕES

É importante que o treinador crie séries de treinamento mais variadas possiveis, sem fugir do objetivo.

1) STRAIGHT SET (série direta) - Distância, intervalo e velocidades constantes, pode-se trabalhar aeróbica ou anaeróbicamente.

Ex: 10 X 50 / 40"

5 X 400 / 5:00

10 x 200 / 2:30

2) DESCENDIG SET (série crescente - diminuindo o tempo) - treinamento progressivo

 = aumentando a velocidade a cada tiro.

Obs.: este tipo de série inicia aeróbica e progredi para anaeróbica.

Ex.: 10 x 100  / 1:30

20 x 200  / 2:30

4 x 400  / 5:40

ou

4 x 5 x 50  Ex.: melhor tempo de nadador por exemplo é de 30 s. Nadara os primeiros 50 m para 38 s e os tiros seguintes 1 segundo mais rápido. O quinto tiro será para 34 s, e o sexto reiniciará a 38 s.

As séries progressivas oferecem certas vantagens em relação as séries uniformes:

- como o nadador a cada repetição deve nadar a uma velocidade determinada, que aumenta progressivamente a cada um dos tiros, ele se vê obrigado a controlar em cada tiro se as velocidades pré-estabelecidas foram alcançadas. Desta forma se formará uma alta percepção na aplicação da força necessária, expressada em uma determinada velocidade de nado. Ou seja, se desenvolve a esta sensibilidade como a percepção do tempo. É importante trocar a velocidade a cada tiro, e também informar o tempo real do tipo para o desenvolvimento desta percepção.

- Com a velocidade variada, a probabilidade de uma grande parte das repetições serem nadadas a uma intensidade correta é muito maior, melhorando assim a resistência de base. (KURT WILKE pág 138)

- A intensidade do aumento em forma e essência corresponde aos atuais sistemas táticos da competição em todas as distâncias.

3) NEGATIVE SPLIT SET

Divide a distância da série em dois. A primeira parte é nadado e a segunda parte numa velocidade mais forte.

Trabalho inicial de passagem

Obs.: os 300 tem que ser mais forte (rápido) que a passagem dos 300 m nos 400m, nos 200m .....

10 x 200 / 3:30

4) INCREASING INTERVAL SET

Maior intervalo a cada largada, aumentando cada vez mais a intensidade

EX.: 10 x 100 / 1:20; 1:25; 1:30; 1:35; 1:40; 1:45.......etc)

5) DECREASING INTERVAL SET

Menor intervalo a cada série, diminuindo ou não a intensidade.

Ex.: 3 x 5 x 100 (5/1:40, 5/1:35; 5/1:20)

6) VARYING DISTANCE SET

A) LOCOMOTIVE

50 - 100 - 150 - 200 - 200 - 150 - 100 - 50 = 1000 m

Obs: intervalo aumenta a cada largada - Na volta (2º parte) tem que ser mais forte que na 1º parte

B) 400, 300, 200, 100

Obs.: os 300 tem que ser mais forte (rápido) que a passagem dos 300 m nos 400m, nos 200m .....

7) BROKEN - SET

Normalmente utilizado na segunda (meio da temporada) ou última fase (polimento) da temporada, quando se quer maior intensidade. Maior velocidade possível.

Broken 200

4 x 50

2 x 100 8 x 25

Broken 400

4 x 100

8 x 50

8) Aceleração no meio da série

A partir de um nado lendo sobre uma determinada distância (100m), se executará uma aceleração de 5 - 8 metros a uma velocidade máxima, no meio da série.

Ou, numa piscina de 50 m se colocará marcas nos 15 e 35 metros, delimitando os pontos de aceleração

9) Aceleração, volta rápida, aceleração

A aceleração inicia 5 metros antes da virada e finaliza 5 metros após a mesma.

10) Acelerações irregulares

Ao sinal do treinador, realizar aceleração e no outro sinal desacelerar

11) Diferentes "sprints"em séries de quatro

3 x 4 x 50

a) metade da distância velocidade máxima - metade nado suave b) metade da distância nado suave - metade velocidade máxima

c) iniciar nado suave e ir aumentado a cada distância pré-estipulada

d) distância total em velocidade máxima

12) Séries com revezamento

O número de atletas em cada equipe deverá variar conforme o tempo que eu desejo para o intervalo

Atividades práticas.


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